segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Capítulo 4

Olá pessoas que visitam meu blog. Vamos para mais um conto verídico da minha cômica vida? Bom, essa história de hoje eu pensei muito para postar, porque sério, sinto vergonha de mim por isso. Foi um dos momentos mais humilhantes da minha vida, para vocês terem ideia de como eu comecei a ser humilhada desde cedo. Este fato ocorreu quando eu estava na primeira série, apenas sete anos de idade e já era lerda. Tenho certeza que foi a batida de cabeça, segundo minha, mãe cai três vezes do berço. Mas como as batidas de cabeça não importam agora, vamos ao que interessa.
A primeira série estava chegando ao fim, fomos obrigados a fazer uma peça de teatro, sabem como é né, as professoras adoram inventar. Sabe aquelas historinhas bem úteis que não acrescentam nada na sua vida, pois é, dessas aí mesmo.  Os seus pais são convidados a irem até escola para presenciar você bancando a ridícula e tudo mais que possa acabar com a sua vida desde cedo e para sempre. Então, foi bem assim que tudo aconteceu, foram vários ensaios e a peça era alguma coisa da cigarrinha, não me lembro do nome. Peça maldita! Jamais esquecerei isso.   
Enfim, estava tudo pronto para o grande dia. A escola estava lotada de pais e idiotas que foram lá perder tempo assistindo um bando de pivetes com roupas vergonhosas de animais. Ah! Eu era a flor, estava me achando naquela fantasia “linda” que a professora fez. E sempre tem aquele seu parente, muito legal e conveniente, que quer filmar tudo né! Na minha família não era diferente. Bom, a peça começou e estava tudo lindo e perfeito. Aí as borboletas apareceram e meu irmão gritou da plateia: Olha a borboleta! Não contente ele gritou mais uma vez: Olha a borboleta mãe! O teatro continuou e ninguém percebeu que o anormal gritou. Eis que chega a minha vez, é claro. Sim! Eu errei a fala no meio, ai não contende eu parei, voltei e comecei tudo de novo.
Bom, na segunda deu certo pelo menos. Eu juro que eu não sei até hoje como isso foi acontecer, porque graças a isso, até hoje eu sei a minha fala “você não será ninguém cigarrinha se não souber ler e escrever. Acorda menina!”. Para vocês verem como foi marcante na minha vida, essa frase infernal não sai da minha cabeça e isso já faz dezessete anos. Até hoje minha família tira sarro de mim por isso, juro mesmo é humilhante. Mas é isso aí né pessoas. E o pior é que se já não bastasse o que eu sou obrigada a ouvir, ainda tem uma fita de vídeo com a infeliz cena. Olha que tudo! Espero que tenham gostado dessa historinha horrível da minha doce infância. E olha que esse episódio eu nem precisei da ajuda do meu irmão para me ferrar, sou tão inteligente que consegui essa proeza sozinha. Eu merecia um troféu mesmo né!

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