quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Capítulo 6

Olá pessoas que visitam o meu blog, vamos para mais um capítulo da minha vida? Escolhi uma história que se passou há um bom tempo atrás. Era 1995, eu tinha oito anos de idade. Meu pai, sempre fissurado por carros, comprou um Kadett Sport branco zero quilômetros, para ele era “O Carro”. Nossa, ele ficou louco, ficava olhando o carro o dia inteiro. Então, para comemorar a nova aquisição, fomos a uma petiscaria famosa na cidade, acredito que era a única que tinha em Lençóis Paulista na época. Estava tudo muito bom e divertido, que mentira, passeios familiares são sempre uma tragédia, principalmente porque você é obrigado a ir, já que é um pivete e sua opinião não importa para nada. Eu estava com muita fome, comi muito e fiquei muito cheia. Depois de muita insistência para ir embora, porque os pais, definitivamente, não tem limites, eles querem ficar nos lugares mesmo estando um tédio. Bom, fomos embora, entramos no carro novo e ficamos dando voltinhas. Meu pai queria mostrar que estava de carro novo, é claro.
Foi então que tudo começou, aquele cheiro de carro novo, que todo mundo adora menos eu, aquilo da ânsia, é horrível! Enfim, o aroma começou a me enjoar, e não se esqueçam da barriga cheia de casquinha de siri, nossa aquilo é uma delicia, com um limãozinho então, é sucesso total. Mas voltando, Aquilo tudo foi revirando no meu estômago, revirando e revirando. Aquele cheiro de carro novo que não tinha fim e as voltinhas pela cidade, tudo isso junto acabou em problema. Minha respiração acelerou e a saliva foi dominando a boca toda. Eu ainda tentei falar para minha mãe que eu estava passando mal, mas ela disse que a gente já ia embora. Bom, vocês já sabem não é? Lavei o carro inteiro, novinho! Meu pai ficou tão feliz, ele transparecia alegria. Meu irmão quase pulou pela janela de tanto nojo. Poxa vida! É tão normal passar mal. Chegamos em casa e meu pai gritava comigo, ele ficou muito bravo, nossa, só falto me colocar para fora de casa. Porque é claro, o carro sempre foi mais importante para ele. Se eu estava passando mal o problema era meu, bom até hoje é assim, não ligo mais. Coitada da minha mãe teve que limpar tudo, eu ajudei sim! Meio surda, porque escutei tanto grito que estava surda a essa altura do campeonato. Bom, é isso ai gente, espero que tenham gostado e semana que vem tem mais um capítulo da minha vida para vocês.

domingo, 11 de setembro de 2011

Capítulo 5

Olá pessoas que curtem meu blog, vamos para mais uma parte da minha vida? Bom, para dar continuidade, vou falar mais uma de infância. Tenho certeza que a maioria já viveu esse meu drama, quem nunca quis ter um cachorrinho? Porque todas as suas amiguinhas da escola tinham e você também queria. Pois é, bem por ai mesmo não é? Tudo começou quando eu queria um animalzinho de estimação. Assim, peixes são muito toscos e chatos, pássaros eu tenho pavor, um pônei não dava. Então, era um gato ou um cachorro. Não tenho nada contra gatos, mas sou mais os cães. Não sei, gatos são muito independentes, egoístas e só aparecem quando querem comida ou que você fique coçando as costas dele. Sem falar quando ele crava aquelas unhas fininhas na sua perna. O bichinho chato! Não que eu seja a favor de maltrato aos animais, odeio e recrimino totalmente, mas é que eu não sou muito fã, é tipo, eu aqui e ele lá.
Enfim, como qualquer criança normal, fui pedir um animal para os meus pais. Chorei, fiz um drama básico e ela decidiu que iria me dar um. Ai se arrependimento matasse, estaria morta e enterrada agora. No outro dia minha mãe chega com uma caixinha com uns furinhos, era o meu bichinho. Fiquei tão feliz, agora eu também teria um animal de estimação, iria brincar com ele, alimentar, conversar, seria tudo. Abri a caixa e eis que pula um gato preto, detalhe, criado já. Poxa! Eu estava esperando encontrar um filhotinho fofinho e carinhoso. Que presente mais estranho era esse, um gato preto adulto? Era alguma macumba? Por isso, não me julguem, se eu tenho distúrbios mentais hoje, vocês já podem imaginar de onde vem né, genética! Não por nada sabe, mas eu tinha medo do gato, ele era bravo e me arranhava. Acho que é por isso que não gosto muito de gatos, trauma de infância. Eu o deixava na garagem e entrava correndo pra por comida e água, brincar com o bichano nem pensar, ele era totalmente demoníaco, fora os miados feios do bicho. Meu irmão para ajudar, nem chegava perto Apoio a gente vê por aqui! Eu fiquei muito depressiva e, graças a Deus, minha mãe percebeu que aquilo não era animal de estimação para uma criança. Alguns dias depois, ela devolveu o felino e voltamos a ser uma família normal e feliz. Normal? Acho que nunca fomos. Bom, espero que vocês gostem desta história, foi um dos meus primeiros traumas de infância. Quando seus pais não raciocinam muito bem, você provavelmente terá problemas mentais no futuro, é o meu caso. Se hoje eu não sou normal devo muito aos meus pais. Obrigada família!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Capítulo 4

Olá pessoas que visitam meu blog. Vamos para mais um conto verídico da minha cômica vida? Bom, essa história de hoje eu pensei muito para postar, porque sério, sinto vergonha de mim por isso. Foi um dos momentos mais humilhantes da minha vida, para vocês terem ideia de como eu comecei a ser humilhada desde cedo. Este fato ocorreu quando eu estava na primeira série, apenas sete anos de idade e já era lerda. Tenho certeza que foi a batida de cabeça, segundo minha, mãe cai três vezes do berço. Mas como as batidas de cabeça não importam agora, vamos ao que interessa.
A primeira série estava chegando ao fim, fomos obrigados a fazer uma peça de teatro, sabem como é né, as professoras adoram inventar. Sabe aquelas historinhas bem úteis que não acrescentam nada na sua vida, pois é, dessas aí mesmo.  Os seus pais são convidados a irem até escola para presenciar você bancando a ridícula e tudo mais que possa acabar com a sua vida desde cedo e para sempre. Então, foi bem assim que tudo aconteceu, foram vários ensaios e a peça era alguma coisa da cigarrinha, não me lembro do nome. Peça maldita! Jamais esquecerei isso.   
Enfim, estava tudo pronto para o grande dia. A escola estava lotada de pais e idiotas que foram lá perder tempo assistindo um bando de pivetes com roupas vergonhosas de animais. Ah! Eu era a flor, estava me achando naquela fantasia “linda” que a professora fez. E sempre tem aquele seu parente, muito legal e conveniente, que quer filmar tudo né! Na minha família não era diferente. Bom, a peça começou e estava tudo lindo e perfeito. Aí as borboletas apareceram e meu irmão gritou da plateia: Olha a borboleta! Não contente ele gritou mais uma vez: Olha a borboleta mãe! O teatro continuou e ninguém percebeu que o anormal gritou. Eis que chega a minha vez, é claro. Sim! Eu errei a fala no meio, ai não contende eu parei, voltei e comecei tudo de novo.
Bom, na segunda deu certo pelo menos. Eu juro que eu não sei até hoje como isso foi acontecer, porque graças a isso, até hoje eu sei a minha fala “você não será ninguém cigarrinha se não souber ler e escrever. Acorda menina!”. Para vocês verem como foi marcante na minha vida, essa frase infernal não sai da minha cabeça e isso já faz dezessete anos. Até hoje minha família tira sarro de mim por isso, juro mesmo é humilhante. Mas é isso aí né pessoas. E o pior é que se já não bastasse o que eu sou obrigada a ouvir, ainda tem uma fita de vídeo com a infeliz cena. Olha que tudo! Espero que tenham gostado dessa historinha horrível da minha doce infância. E olha que esse episódio eu nem precisei da ajuda do meu irmão para me ferrar, sou tão inteligente que consegui essa proeza sozinha. Eu merecia um troféu mesmo né!