Olá pessoas que visitam o meu blog, vamos para mais um capítulo da minha vida? Escolhi uma história que se passou há um bom tempo atrás. Era 1995, eu tinha oito anos de idade. Meu pai, sempre fissurado por carros, comprou um Kadett Sport branco zero quilômetros, para ele era “O Carro”. Nossa, ele ficou louco, ficava olhando o carro o dia inteiro. Então, para comemorar a nova aquisição, fomos a uma petiscaria famosa na cidade, acredito que era a única que tinha em Lençóis Paulista na época. Estava tudo muito bom e divertido, que mentira, passeios familiares são sempre uma tragédia, principalmente porque você é obrigado a ir, já que é um pivete e sua opinião não importa para nada. Eu estava com muita fome, comi muito e fiquei muito cheia. Depois de muita insistência para ir embora, porque os pais, definitivamente, não tem limites, eles querem ficar nos lugares mesmo estando um tédio. Bom, fomos embora, entramos no carro novo e ficamos dando voltinhas. Meu pai queria mostrar que estava de carro novo, é claro.
Foi então que tudo começou, aquele cheiro de carro novo, que todo mundo adora menos eu, aquilo da ânsia, é horrível! Enfim, o aroma começou a me enjoar, e não se esqueçam da barriga cheia de casquinha de siri, nossa aquilo é uma delicia, com um limãozinho então, é sucesso total. Mas voltando, Aquilo tudo foi revirando no meu estômago, revirando e revirando. Aquele cheiro de carro novo que não tinha fim e as voltinhas pela cidade, tudo isso junto acabou em problema. Minha respiração acelerou e a saliva foi dominando a boca toda. Eu ainda tentei falar para minha mãe que eu estava passando mal, mas ela disse que a gente já ia embora. Bom, vocês já sabem não é? Lavei o carro inteiro, novinho! Meu pai ficou tão feliz, ele transparecia alegria. Meu irmão quase pulou pela janela de tanto nojo. Poxa vida! É tão normal passar mal. Chegamos em casa e meu pai gritava comigo, ele ficou muito bravo, nossa, só falto me colocar para fora de casa. Porque é claro, o carro sempre foi mais importante para ele. Se eu estava passando mal o problema era meu, bom até hoje é assim, não ligo mais. Coitada da minha mãe teve que limpar tudo, eu ajudei sim! Meio surda, porque escutei tanto grito que estava surda a essa altura do campeonato. Bom, é isso ai gente, espero que tenham gostado e semana que vem tem mais um capítulo da minha vida para vocês.