domingo, 28 de agosto de 2011

Capítulo 3

Olá pessoas que acompanham o meu blog, espero que estejam gostando. E lá vamos nós para mais um capítulo dessa vida que parece uma comédia, mas não é. O pior de tudo é que as histórias são reais, fatos da minha conturbada vida de irmã mais velha. Mas não uma irmã mais velha qualquer, porque ser irmã do meu querido irmão é o que faz minha vida ser assim, de cabeça para baixo. A história de hoje é mais uma de infância, foi quando eu tentei dar o troco no meu irmão, mas como tudo parece sempre convergir para o meu insucesso, aqui estamos nós, lascada mais uma vez. Bom, tudo começou em uma bela manha ensolarada, era férias escolas, aquela época que sua empregada tem vontade de arrancar os cabelos e sumir para não ter que aturar os pestes em casa. Pois é, em casa também era assim. O duro de quando se é criança é que todo mundo adora ir para a escola, acho que é a única fase que as pessoas gostam de estudar, ou eu era retardada desde cedo já. 

Enfim, não tinha nada para fazer e eu decidi comer uma manga, quando acabei, fiquei olhando para aquele caroço laranja e felpudo em minhas mãos. Achei tão fofo! Foi então, que surgiu a brilhante ideia. Agora seria a minha chance de pregar uma peça naquele moleque. Peguei o meu lindo caroço e desci saltitante a escada de casa. No banheiro da área de serviço, que só a empregada usava, eu enchi a pia de água e joguei o caroço lá dentro. Ficou perfeito! Parecia um peixão. Aí eu subi correndo, toda contente com minha brilhante imaginação e chamei e meu irmão. Falei que eu tinha um segredo, mas que não podia contar para ninguém.

Nossa! Ele ficou muito curioso. Judiação. Então, contei que tinha achado um peixe. Claro, muito simples achar peixes voando por aí. Mas, voltando, contei do peixe e ainda falei que estava mantendo o animal escondido para meus pais não ficarem bravos. Foi engraçado isso, meu irmão era muito pequeno, devia ter uns três anos. Descemos correndo e ele ficou olhando o “peixe” nadar na pia, ele tinha medo de passar a mão no pobre e indefeso animal que estava dentro da pia. O episódio se seguiu durante alguns dias, até que como sempre, ele muito legal, desde pequeno, foi e contou tudo para minha mãe e eu já entrei no fumo, só para variar um pouco também.

Mas foi engraçado ele com medo de por a mão no “peixe”. Pelo menos me vinguei por alguns dias dele. Mas é isso ai pessoal, espero que tenham gostado desse capitulo do meu diário. Muitas histórias boas ainda estão por vir. Continuem visitando o blog e eu volto na semana que vem. Beijos.

domingo, 21 de agosto de 2011

Capítulo 2

Vamos para mais um capitulo da minha difícil vida de irmã mais velha. Escolhi uma história antiga, espero que gostem. Era um sábado à noite, meus pais decidiram comer fora e, então, fomos a uma pastelaria que tinha na cidade. Na verdade mesmo, a pior parte de ser criança é você ser obrigado a ir onde seus pais querem, porque afinal de contas, você não tem carta ainda, muito menos carro e tem que obedecer e ponto. E isso é um saco! Bom, voltando a história, estava tudo perfeito e agradável, e é obvio que a noite não acabou assim. É claro que não.
Depois de comer, eu e meu irmão decidimos brincar de apostar corrida, na época eu ganhava dele em tudo, o que não acontece hoje em dia, pois ele é mais rápido e muito mais forte do que eu. Enfim, estávamos lá, parecendo dois idiotas correndo de um lado para o outro, e eu estava ganhando. A noite poderia ter ficado assim, calma e tranquila, mas não! O asno tinha que tropeçar e pranchar o beiço no chão. Sim! O esperto tacou a boca na sarjeta e aquilo foi sangue para todo lado e correria. Meus pais o pegaram e levaram para o banheiro para lavar aquilo tudo. O sangue estancou e fomos para casa.
No outro dia, como costume de domingo, fomos almoçar na vovó, só para variar um pouquinho. Enfim, conversa vai, conversa vem e minha tia reparou que meu irmão estava sem os dentes da frente. Minha mãe quase teve uma parada cardiorrespiratória e o alvoroço começou novamente. Meus pais o levaram na mesma hora no dentista, e foi diagnosticado que os dois dentes da frente tinham sido empurrados para dentro com a batida. Muito esperto, não?! Mas o dentista deu um jeito e puxou para baixo e ficou tudo de boa novamente.
Mas se você está pensando que não sobrou para mim, se enganou. Adivinha para quem sobrou a culpa? Sério, juro, para mim. Meu pai teve a capacidade de falar que eu empurrei o coitadinho. Cômico não? Também achei. Até hoje quando ele conta essa história, ele tem coragem de falar que foi tudo culpa minha, que eu fiz de propósito. É minha gente, não é mole não. Pensa que é fácil essa vida de irmã mais velha? E o pior é que o legal do meu irmão sabe que é mentira e nunca desmentiu, nunca disse: A culpa não foi dela pai, eu cai porque sou burro mesmo. Bom, fazer o que, né!? Já me acostumei, estou sempre errada e a culpa é sempre minha. Mas é isso ai pessoal, vou ficando por aqui, senão esse capítulo vai ficar muito extenso e cansativo. Espero que gostem e aguarde os próximos episódios desse diário.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Capítulo 1


Ter um irmão é algo muito legal, você sempre terá a companhia dele e ele estará lá para quando você precisar, não é? Não! Cai na real, ele odeia sua presença e irá te zombar sempre que tiver uma boa oportunidade, tá bom, não precisa nem ser tão boa assim, irá te zoar toda hora, principalmente quando estiver na presença dos amigos. Eu e meu irmão temos cinco anos de diferença e desde quando ele nasceu às atenções se voltaram para ele, era o bebe lindo e todos babavam. Sim! Você teve o seu brilho ofuscado e não era mais a princesinha da mamãe e do papai. Ele destruiu todos os seus brinquedos, pois você era obrigada a dar todos os seus brinquedos para o peste estragar. É, comigo foi assim também, o anjo acabou com tudo.

Com o passar dos anos as coisas não mudaram muito. Como, por exemplo, a obrigação levar e buscar nos lugares, além de que também não podemos esquecer aquela pressão psicológica caso eu me negasse a fazer o que ele queria, maldita psicologia reversa. Eu tinha que levar a galerinha dar voltinha, buscava na casa dos amiguinhos e tudo mais o que uma irmã mais velha é obrigada a fazer. Quando a tão esperada e desejada carta chegou, pensei que as coisas fossem melhorar. Que ingenuidade.

Hoje em dia frequentamos praticamente os mesmos lugares e eu sou sempre humilhada na frente dos amiguinhos dele. Como se já não bastasse ser motivo de chacota do imbecil, agora os amiguinhos também me zoam. Ele é daqueles que não bebem e são super certinhos, o que é um saco, porque para ele eu estou sempre bêbada, até mesmo quando nem bebi nada. Outra coisa muito legal é que nunca nenhum garoto pode te paquerar, é isso mesmo, não posso ter paqueras porque ele fica lá te olhando com aquela cara de censura, mas ele não, ele pode tudo, o garanhão. É incrível como ele parece ter um radar, sempre sabe onde estou.

Não sou modelo para ninguém copiar, acredito que cada um tem que descobrir seu próprio caminho e como todo mundo, eu também erro e para o meu irmão mais novo isso é um pecado. É praticamente assim,  vivo fazendo de tudo para ele, ajudo escolher a roupa, preparo a comida que ele gosta, faço todas as vontades e caprichos, mas parece nunca ser o suficiente. Ô fase difícil. “Aborrecentes”, é isso mesmo!  Vem de adolescente o termo, ele já passou dessa idade, mas falam que os homens demoram mais para amadurecer, não é? Então acho que ele deve ter uma idade mental de 15 anos. Não são fáceis de lidar e eu vou vivendo meus dias conturbados e engraçados, porque apesar das diferenças ele é tudo para mim e nossos amigos adoram nos ver discutir, tá bom! Brigamos de mentirinha e a galera se diverte a cada nova discussão.

 Para quem acha que conviver com o garoto é fácil, vem aqui no meu lugar. A dica é: você sempre estará errada e será zoada por tudo que fizer. Mas não troco ele por nada nesse mundo viu, ele é parte de mim e eu não seria metade do que sou sem ele, fazer o que? Se não pode vence-lo junte-se a ele. Vou ficando por aqui, aguardem pelos próximos capítulos do diário da irmã mais velha.