domingo, 21 de agosto de 2011

Capítulo 2

Vamos para mais um capitulo da minha difícil vida de irmã mais velha. Escolhi uma história antiga, espero que gostem. Era um sábado à noite, meus pais decidiram comer fora e, então, fomos a uma pastelaria que tinha na cidade. Na verdade mesmo, a pior parte de ser criança é você ser obrigado a ir onde seus pais querem, porque afinal de contas, você não tem carta ainda, muito menos carro e tem que obedecer e ponto. E isso é um saco! Bom, voltando a história, estava tudo perfeito e agradável, e é obvio que a noite não acabou assim. É claro que não.
Depois de comer, eu e meu irmão decidimos brincar de apostar corrida, na época eu ganhava dele em tudo, o que não acontece hoje em dia, pois ele é mais rápido e muito mais forte do que eu. Enfim, estávamos lá, parecendo dois idiotas correndo de um lado para o outro, e eu estava ganhando. A noite poderia ter ficado assim, calma e tranquila, mas não! O asno tinha que tropeçar e pranchar o beiço no chão. Sim! O esperto tacou a boca na sarjeta e aquilo foi sangue para todo lado e correria. Meus pais o pegaram e levaram para o banheiro para lavar aquilo tudo. O sangue estancou e fomos para casa.
No outro dia, como costume de domingo, fomos almoçar na vovó, só para variar um pouquinho. Enfim, conversa vai, conversa vem e minha tia reparou que meu irmão estava sem os dentes da frente. Minha mãe quase teve uma parada cardiorrespiratória e o alvoroço começou novamente. Meus pais o levaram na mesma hora no dentista, e foi diagnosticado que os dois dentes da frente tinham sido empurrados para dentro com a batida. Muito esperto, não?! Mas o dentista deu um jeito e puxou para baixo e ficou tudo de boa novamente.
Mas se você está pensando que não sobrou para mim, se enganou. Adivinha para quem sobrou a culpa? Sério, juro, para mim. Meu pai teve a capacidade de falar que eu empurrei o coitadinho. Cômico não? Também achei. Até hoje quando ele conta essa história, ele tem coragem de falar que foi tudo culpa minha, que eu fiz de propósito. É minha gente, não é mole não. Pensa que é fácil essa vida de irmã mais velha? E o pior é que o legal do meu irmão sabe que é mentira e nunca desmentiu, nunca disse: A culpa não foi dela pai, eu cai porque sou burro mesmo. Bom, fazer o que, né!? Já me acostumei, estou sempre errada e a culpa é sempre minha. Mas é isso ai pessoal, vou ficando por aqui, senão esse capítulo vai ficar muito extenso e cansativo. Espero que gostem e aguarde os próximos episódios desse diário.

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